Nos últimos anos, várias publicações
nacionais e internacionais vêm mencionando assuntos arqueológicos ligados
à busca de verdades históricas. Esses assuntos se tornam ainda mais
procurados e ganham milhares (até milhões) de interessados quando o
assunto se mistura à ficção, como no caso de O Código Da
Vinci.
A revista Veja, por exemplo, tem publicado
diversas matérias sobre essa temática. A edição de 15/12/2004 trazia uma
matéria intitulada "A busca pelo Jesus da História", que dizia:
"...As raras descobertas arqueológicas
que iluminam o período histórico de Jesus na Palestina são recebidas com
grande curiosidade pelos estudiosos... O ossuário do sumo sacerdote judeu
Caifás, que entregou Jesus ao governador romano Pôncio Pilatos e exigiu
sua execução, é dado como genuíno."
Em "O mito e a ciência na
Bíblia", de 11/08/1999, Maurício Cardoso relatava:
"Todas essas novidades vieram adicionar
novos ingredientes a um dos ramos mais populares e polêmicos da ciência.
São as pesquisas que envolvem personagens e eventos bíblicos. As
histórias contadas na Bíblia são artigo de fé para cerca de 3 bilhões
de cristãos, judeus e muçulmanos. Antes restritas às discussões
filosóficas e teológicas, elas ganham um interesse cada vez maior de
historiadores, arqueólogos, lingüistas e outros estudiosos em diversos
campos da ciência... A Bíblia é o maior best-seller de todos os tempos. A
cada ano são vendidos ou distribuídos mais de 50 milhões de cópias em
todo o mundo, traduzidas oficialmente para mais de 2.000 idiomas. Só no
Brasil são 7 milhões de livros vendidos anualmente."
Sobre o ossuário, o autor escreveu:
"Graças às escavações, hoje já
não se tem nenhuma dúvida a respeito da existência real de algumas
figuras bíblicas. Em 1990, arqueólogos acharam no bairro judeu da cidade
velha de Jerusalém um ossuário em que se lia a inscrição "José,
filho de Caifás". É a primeira evidência arqueológica a respeito do
sumo sacerdote Caifás, que, segundo os evangelhos, presidiu o julgamento de
Jesus no sinédrio judeu."
O assunto foi novamente abordado na edição
de 25/12/2002, sob o título "A ciência à procura de Cristo":
"O Museu de Israel, em Jerusalém,
guarda outras duas peças que servem de provas arqueológicas da existência
de personagens ligadas diretamente a Jesus. A primeira é o ossuário de
Caifás, o sumo sacerdote judeu que presidiu o primeiro julgamento de
Cristo. Foi encontrado acidentalmente em 1990, quando operários construíam
um parque nos arredores de Jerusalém."
